Há alguns dias testei um encordoamento D'addario para violão aço e publiquei neste blog, como pode ser visto mais abaixo. Como faço após todos os teste, comuniquei a empresa responsável pela representação do produto no Brasil, a Musical Express.
No dia seguinte, recebi um e-mail do Gerente de Marketing da referida empresa, perguntando se eu não queria testar um produto novo que eles estão colocando a disposição no mercado. Um encordoamento da linha EXP para guitarra, que promete fazer com que as cordas durem até 5 vezes mais que o normal.
De antemão, digo... meu suor é super corrosivo, e moro em uma cidade litorânea o que agrava a situação das cordas, mas mesmo assim, se essas cordas durarem 3 ou quem sabe 4 vezes mais do que o esperado, pode-se dizer que as mesmas cumprem tudo o que prometem, além do que, não sou um musico muito cuidadoso a durabilidade e com a limpeza do equipamento o que agrava ainda mais seu estado de conservação.
Fiquem atentos, em breve estarei divulgando o resultado aqui mesmo no blog e estou muito ansioso para conferir se cumpre tudo o que diz.
até lá!!!
Música... se for produção pode ser criticada... mas e se for arte? Nos últimos anos a imprenssa especializada tem focado uma meia dúzia de artistas que são do plantel de outra meia dúzia de gravadoras... assim peço aos internautas que mandem sujestões de artistas de quem gostariam de saber um pouco mais, preferencialmente, artistas independentes!!!
Quem sou eu
- Erik Maia
- Jornalista e músico por amor a ambos os ofícios, mantenho esse espaço sem fins lucrativos para divulgar a cena local, seja com a participação de banda locais, seja com a bandas nacionais.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Vá Com Deus Batera!
imagem: Jornal Gazeta de Alagoas
Paixão! Assim pode-se descrever o sentimento de Roberto Antônio Vieira Gomes pela música. O Beto Batera como fez fama na música nacional e nos bares de Maceió, era um extraordinário músico de jazz, baterista de mãos cheias e amante da música. Instrumental ou não.
Me recordo de uma conversa que tive com Beto no bar Boteco, onde o músico falava de composições, festivais, baterias e bons músicos com quem trabalhara ao longo de sua carreira. Havia uma paixão ardorosa, em alguns momentos passava-se por momentos de delírios, onde sua esposa atestava seu amor a música e vida.
Vá com Deus Batera! E junte-se a banda celeste de grandes músicos brasileiros que alegram os dias no céu. Aqui seu papel foi cumprido já que você mostrou a jovens músicos o prazer da boa música. Vá com Deus Batera!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Duplo Teste - Black Bug No Feedback e Planet Waves NS Dual Action Capo
Algumas coisas são realmente surpreendentes por serem simples. Tampas anti-microfonia e capotraste tem isso em comum. O primeiro é tão simples quanto o enxerto de espuma que se fazia há anos passados, só que mais práticos. O segundo é tão simples quanto ter vários violões em várias afinações diferentes. Para o número de afinações que toquei durante o teste sete violões com cordas diferentes seriam necessários, isso sem mencionar que em nenhum deles eu teria afinações tão altas, como a conseguida com o Capotraste na sétima casa. Vamos aos fatos.
O No Feedback da Black Bug, é um tampão antimicrofonia feito de borracha injetada. O avaliado neste teste é para violões folk, com a marca impressa no lado que ficará exposto fora do violão. A aplicação e o uso é tão simples quanto o seu conceito. Mesmo com as cordas já afinadas apenas coloque no lugar e aperte um pouco para encaixá-lo e pronto. Isso é suficiente para diminuir o som projetado pelo violão permitindo ao músico estudar em casa sem incomodar os parentes ou tocar em uma grande casa de shows sem ter um festival de apitos que impeçam sua performance. Simples, prático extremamente eficiente. Todos deviam ter um no bag.
O outro produto testado é um Capotraste da Planet Waves, o NS Dual-Action Capo, é incrível. Não bastando apenas ser um capotraste confiável, dá a opção de regulagem da ação da mola ao usuário. Permitindo assim que mesmo que o usuário use cordas .008 em sua guitarra, a ação seja apenas a necessária para manter as cordas no traste sem que haja a elevação da tonalidade. Isso é ótimo, já que alguns guitarristas que usavam cordas leves tocavam desafinados ou tinham que reafinar sempre iam usar a ferramenta. Preciso, robusto como uma barra de aço e confiável, pode ser considerado o parceiro ideal se você que mudar de afinações sem ter que comprar vários instrumentos.
Bons e relativamente baratos são boas opções pra se divertir e ótimas ferramentas pra quem é profissional da música!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Teste de Equipamento .Encordoamento D'addario EJ26 Custom Light 11-52 Phosfor Bronze
No mundo dos instrumentos nada revolucionários foi lançado nos últimos anos, além dos instrumentos de modelação, como as guitarras, violões e amplificadores da Line 6. E o que essas ferramentas têm de tão revolucionário? Emulam coisas lançadas a muitos anos e que são consideradas clássicos e referências sonoras para todos. Mas no mundo dos acessórios e encordoamentos, nada é tão relevante, nem o revestimento antiferrugem abalou a credibilidade de alguns encordoamentos. Sabendo disso a D’addario, mantém em seu catalogo clássicos que durante muitos anos fizeram e continua fazendo os sons que amamos e ouvimos durante décadas.
O EJ26 Custom Light 11-52 é um bom exemplo disso. Feito de bronze fosforoso o encordoamento evoca sons de folk bem balanceados com graves profundos, médios acentuados e agudos cintilantes, ao melhor estilo James Taylor. Instaladas em um violão Condor DC 73. A tensão das cordas .011 (minha preferida) é, ao meu ponto de vista, mais macia do que os tenho usado comumente (feitos de bronze 85/15). Quanto ao timbre do encordoamento tenho apenas uma ressalva, os agudos podiam ser menos presente, dando uma característica mais macia aos sons produzidos quando atacadas com palheta. Para tocar com os dedos até mesmo timbres de jazz e MPB são super agradáveis.
Mas é para rock e blues que essas cordas foram feitas. Com um ataque forte com os dedos os timbres foram bem agressivos e com bastante punch. Com a palheta, uma profusão de graves vem a tona, graves e profundos, tanto quanto os melhores violões para MPB são capazes de produzir. Mas para o meu gosto é com a palheta que o único defeito deste encordoamento vem a tona. Os agudos são demasiadamente brilhantes. Com outros instrumentos acompanhando tive a nítida impressão que só podia ouvir as cordas graves e que as agudas eram ofuscadas pelas outras frequências.
Levando em consideração as qualidades desse encordoamento, músicos que tem um instrumento mais macio de se tocar, devem ter esse instrumento encordoado com o EJ26 Custom Light, e com outro jogo de sua preferência para o ataque com palheta, mas se seus ouvidos mostrarem que esse é seu som, faça destas cordas o padrão em seus instrumentos. Você com certeza não irá se arrepender.
segunda-feira, 29 de março de 2010
"Você não vale nada mas eu gosto de você" agora escuta!!!
imagem: site globo.com
Ontem o Domingão do Faustão, programa da rede Globo de Televisão, fez a entrega do premio melhores do ano, uma premiação onde os funcionários das organizações Globo são eleitos os melhores nas suas categorias. Nessa premiação há, pelo menos as que eu assisti, quatro categorias destinadas a música.
Pra começar estavam disputando na mesma categoria de melhor cantor, o Pe. Fábio de Melo e o cantor popular Seu Jorge. Não que o trabalho do padre não seja honesto nem mal produzido, muito pelo contrário é um trabalho com uma qualidade altíssima, mas, ao meu ver, não há com que se comparar a qualidade do padre a do Seu Jorge. O padre cheio de limitações vocais, faz um trabalho, volto a repetir bom trabalho, mais pastoral. Onde sua preocupação é atingir, e se for o caso, converter o máximo de fieis possíveis com suas belas músicas, de composições complexas e de muito bom gosto, de autoria do próprio padre. Já o Seu Jorge, é um compositor de qualidade comparável a do padre, porém é mais cantor. Com técnica vocal suficiente para fazer seu vozeirão se suave e ser trovejante. Assim foi feita a primeira injustiça com a música nacional.
A Segunda foi a escolha do melhor grupo, banda ou dupla!?!?!? Afinal de contas, que tipo de premio é esse? Não há critério justo para comparar o trabalho de um grupo de pagode, uma banda de pop-rock e uma dupla sertaneja elegendo o melhor trabalho, cada um tem suas individualidades e características completamente diferentes.
A terceira, não necessariamente nessa mesma ordem, e última que eu pretendo comentar, elegeu a melhor música de 2010. Entre as concorrentes estavam Shimbalaiê” de Maria Gadú, “Borboletas” da dupla Victor e Leo e a vencedora “Você não vale nada” um forró brega da banda Calcinha Preta. Isentando a preferência deste que escreve, a vencedora é uma música que em nada acrescenta a cultura popular, pelo contrário, uma letra fútil que retrata a vida e o vai e vem de um casal infiel. Não bastando isso, o apresentador Fausto Silva enfatiza que o “sucesso” é o resultado do trabalho de qualidade da banda refletindo a escolha do público.
Pois bem, como jornalista a análise que faço é a seguinte: a máquina da industria cultural dá ao povo o que o povo quer. Isso que dizer, caro leitor, que a industria empurra de goela a baixo o acúmulo de inutilidade para evitar que o povo pense. Na Roma antiga essa era a política do Pão e Circo, onde o império romano dava entretenimento e comida a um povo explorado, para evitar que o povo se rebelasse.
Por que os grandes artistas de verdade não tocam mais na rádio? Desde a década de 80 os artistas que fizeram o povo pensar e se rebelar contra a ditadura militar, que assolou esse país por 20 anos, foram sendo limados do cenário cultural. Para cada artista limado, cinco ou seis produtos de uma cultura inútil, foram tornando a cena musical do país em uma subcultura de um produto ruim. São milhares de bandas com o mesmo formato produzindo um super hit por semana para grudar na sua cabeça até a “grande banda” cair no esquecimento popular. São os cinco minutos de fama, e só!
Os verdadeiros artistas, ficam no esquecimento e fazendo um produto considerado de alto teor intelectual, o que limita e muito sua veiculação, tornando-o não comercial. E o povo, que infelizmente não tem nada a ver com isso, escolhe apenas o que já conhece, pois desde que o mundo é mundo, o desconhecido é coisa do mal, como foi com os adoradores de outros deuses, da terra, das águas, dos astros, das ciências, do ocultismo e tantos outros. E a industria só repete incessantemente: “Você não vale nada mas eu gosto de você!”
A minha esperança é que com a democratização dos meios de comunicação, promovida pela internet, artistas que produzem seus trabalhos tenham onde mostrar sua produção, para que sua música seja conhecida de muitos e deixe de ser coisa de intelectual. Afinal de contas, onde já se viu coisa que diverte ser considerada coisa de intelectual? Acorda Brasil.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Teste de Equipamento - Afinador Tagima Micro Clip Tuner - WCT
Todos sabem o quanto pode ser difícil afinar um violão ou qualquer outro instrumento, com rapidez e precisão durante uma apresentação. São vários fatores que podem atrapalhar, barulhos, vibrações de outros instrumentos a falta de luz ambiente, e a dificuldade de enxergar um afinador. É bem verdade que os violões elétricos mais novos já vem com afinador, porém, nos mais baratos os afinadores não tem o recurso de iluminação própria, o que pode prejudicar e muito a afinação do seu instrumento em condições reais de músicos da noite. Como solução para esse problema é possível encontrar no mercado várias opções de afinadores com luz própria, mas sem dúvida o mais prático é o de contato, pois possibilita ao músico usar o mesmo afinador, nos mais diversos tipos de instrumentos.
Pensando nisso a Tagima tem disponibiliza no mercado, assim como outras marcas nacionais vários tipos de afinadores e assessórios para os mais diversos instrumentos, como o pequeno Micro Clip Tuner o WCT. Com aproximadamente 30 gramas é o afinador perfeito para aquele violão velho que é uma herança de família. Mas seus recursos são perfeitos para que seja levado as apresentações.
Pequeno no tamanho o WCT é extremamente versátil. Há dois modos de operação para atura na frente ou atrás da paleta do violão, o visor é iluminado por uma bela luz azul, e um led vermelho que fica verde para indicar que a nota esta correta.
A afinação é precisa e não importa se você esta no claro ou no escuro. Você sempre terá certeza de chegar a nota certa.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Como Limpar um violão!
Todo mundo que toca violão já deve ter tocado no violão de algum amigo e teve sérias dúvidas quanto aos hábitos de higiene do amigo. Isso acontece por conta do nosso suor, nossas mãos tendem a suar em demasia quando tocamos e nossos braços também. Essa reação orgânica faz com que o nosso amado violão velho de guerra fique com o aspecto meio, digamos, sujo, mas poucos cuidados fazem verdadeiros milagres pela higiene do nosso parceiro.
Pra começar a gente deve tirar as cordas do violão, e passar um pano seco para tirar o excesso da poeira que se avoluma em lugares de difícil acesso, como na paleta, próxima ao nut e corpo abaixo das cordas. Após isso faremos uma limpeza mais profunda onde deveremos tirar o excesso de gordura que fica acumulado no corpo, na região onde o braço repousa, e na escala, onde a sujeira se acumula com mais facilidade. Para podemos usar produtos específicos para esse fim, que são vendido nas melhores lojas da sua cidade, mas, faremos tudo a moda antiga, afinal de contas, como seu avô e os amigos dele faziam para limpar os instrumentos naquela época? É bem simples! E vamos começar. Na época dos nossos vovôs, os instrumentos eram limpos com produtos que nossas vovós usavam pra limpar os moveis. São eles, um produtos pra lustrar moveis encerados, até um tipo de cera, um óleo pra dar uma hidratada, e alguma coisa pra polir os trastes.
Pra começar, cuidaremos da escala. Com um pedaço de palha de aço, passaremos cuidadosamente por sobre os trastes, isso tirará deles o encardido e a possível ferrugem acumulada por conta do nosso suor, com mais cuidado ainda deveremos passar essa palha de aço na escala até tirar por completo aquela massinha que fica grudada na escala após alguns meses de uso. Cuidado no uso da palha de aço pois solta pequena limalhas do aço que podem prejudicar sua visão e lhe causar um mal respiratório se inalado. Após a limpeza da escala deveremos hidratá-la um pouco. Com muito cuidado usaremos um pedaço de algodão e o óleo (existem vários óleos nas prateleiras dos supermercados, mas dê preferência aos óleos vegetais) aplicaremos uma ou duas gotas de óleo no chumaço de algodão e espalharemos isso por toda a escala, retirando o excesso com um pano seco. Chamo atenção para a quantidade de óleo a ser aplicada, são apenas uma ou duas gotas, mais que isso deixará a escala melecada e com cheiro desagradável de móvel velho.
Com a escala do violão pronta agora vamos ao corpo. Hoje encontramos no supermercado umas ceras líquidas que aplicaremos com um pano macio. Espalharemos por toda a parte envernizada do instrumento. Após essa aplicação deveremos passar um pano, também macio, mas dessa vez seco, para polir. A superfície ficará lisa e brilhante e toda a gordura depositada será removida, além do mais esses produtos tem um cheirinho bastante agradável, deixando o nosso parceiro com aquela sensação de limpo, como se tivesse acabado de tomar um banho. Após esse trato coloque cordas novas, isso ajudará a manter seu instrumento limpo e fará uma higiene sonora nos seus ouvidos! A mesma técnica de limpeza pode ser usada em outros instrumentos como guitarras, baixos, violas e etc...
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