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Jornalista e músico por amor a ambos os ofícios, mantenho esse espaço sem fins lucrativos para divulgar a cena local, seja com a participação de banda locais, seja com a bandas nacionais.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia Mundial do Rock - Persona Rock'n Roll

Erik Maia
Imagens: da internet

Hoje, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock, como essa data foi criada eu não sei mas, o que eu realmente sei é que hoje podemos celebrar, algumas personalidades. Várias pessoas poderiam personificar a atitude rock’n roll, seja qual for à linha de atuação. Atores, cantores, instrumentitas, poetas, filósofos entre outros tantos. Mas no princípio houve um que sob o meu ponto de vista merece mais que nenhum outro o título de persona rock’n roll.



Robert Leroy Johnson nasceu em 8 de maio de 1911 e morreu em 6 de agosto de 1938. E esse é o primeiro fato de grande relevância deste texto. Robert Johnson, como ficou conhecido artisticamente, morreu aos 27 anos, e é o primeiro artistas da lista de rock stars que morreram com essa idade. Na mesma lista estão nomes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Coibain... e a última da lista Amy Winehouse.

Johnson não era um roqueiro. Ela um bluesman de mão cheia. O blues somado ao county (musica sertaneja americana) forjam o estilo, que receberia anos mais tarde o título que Rock and Roll. E esse estilo (o blues) é a maior referência de todo o roqueiro. Basta dizer que Muddy Waters, Bob Dylan, Johnny Winter, Jeff Beck, Eric Clapton e os músicos de bandas como Led Zeppelin e The Rolling Stones sempre citavam Johnson como "o mais importante cantor de blues que já viveu". E a revista Rolling Stone o considerou o 71º melhor guitarrista de todos os tempos, mesmo esse cara nunca tendo tocado guitarra na vida. Afinal de contas todos os seus registros e as duas únicas fotos que se tem notícia em que ele aparece (há uma terceira foto, mas que ainda não há comprovação que é a lenda que aparece na imagem).





Outra coisa que o caracteriza como persona Rock’n Roll são as atitudes extravagantes. O primeiro deles é a estória que sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale,Mississippi. Fez isso em troca da proeza para tocar guitarra.

Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas de sua autoria, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail".
E isso é tão relevante em sua carreira que está descrito no filme Crossroads, de 1986, no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural e na faixa bônus da pág. 101 do livro Encruzilhada (Literata, 2011), do autor brasileiro Ademir Pascale.

Esse fato é ainda considerado por muito decisivo na maneira de tocar de Johnson, já que para muito seria impossível gravar da forma como ela o fazia. O bluesman tem 29 músicas gravadas em um total de 40 faixas, feitas em apenas duas sessões de gravação, uma em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e a outra em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Hoje suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas e bandas, como Led Zeppelin, Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.

Uma outra curiosidade sobre essas gravações são os timbres usados. Isso virou até tese acadêmica já que Johnson usou várias afinações diferentes e capotraste nas gravações tornando quase impossível alguém tocar as músicas da mesma forma que ele.
Sua morte é outro grande mistério. Uma das histórias propõe que em 1938 durante uma apresentação no bar Tree Forks Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. O envenenamento não o matou, mas contraiu pneumonia e teria morrido 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi.



O mito ainda explica detalhes sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao lado do corpo ensanguentado.Há outras várias versões populares para sua morte: que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte. Robert morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto.

Hoje a Gibson, gigante americana na fabricação de instrumentos, tem em seu catálogo um modelo de violão em homenagem ao artista. O modelo em questão é o mesmo que aparece nas fotos.



Tendo esse cara sido tão importante para tantos artistas modernos sob a minha avaliação ele merece o título de Persona Rock and Roll, no Dia Mundial do Rock.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Promotores de eventos e a falta de respeito ao Brasil!


Pessoas depois de meses afastado e de um fim de ano meio que conturbado estou de volta ao Blog, e espero eu para nunca mais me afastar dele!

Eis que um novo ano se inicia, e espero mesmo do fundo do meu coração, que ele não acabe. Com este novo ano vem a expectativa do que esperar dos festivais, aí vou eu falar da cadeia produtiva da música, ou de grandes eventos como o revellion...

Ao meu ver os problemas começaram e ficaram bem claros no Rock'n Rio ou #RiR como ficou conhecido no twitter. Lá em várias histórias contadas pelos músicos locais a desorganização e falta de respeito com os músicos brasileiros foi por sí só o maior abuso! leiam o que o Kiko Loureiro guitarristas da banda de metal melódico Angra publicou em seu site:

"No último domingo, dia 25 de setembro, celebramos os 20 anos de carreira do ANGRAcom um show inesquecível no Rock in Rio 2011. Um momento que será memorável para todos nós. Não só pelo glamour, pela honra de participar de um dos maiores eventos musicais do mundo, ou pela nossa performance (que não foi das melhores), mas pela evidente dificuldade de ser uma banda de Heavy Metal no Brasil. Diante de um público presente de cerca de 60.000 pessoas nas bilheterias da Cidade do Rock e sendo televisionado em rede nacional para milhões, nós do ANGRA tivemos as vísceras expostas numa luta heróica de 60 minutos contra problemas técnicos no palco e na transmissão para a TV e internet, que não estavam ao nosso alcance resolver." http://www.kikoloureiro.net/


Não contentes os gênios produtores promoveram o SWU, onde a briga entre integrantes da banda do Peter Gabriel e do Ultraje a Rigor foi, por que não dizer, um ultraje aos brasileiros em pleno solo pátrio.

Aí veio o lollapalooza (alguém sabe o que porra é isso?)! e olha só o que o Lobão disse sobre isso.

video

Não menos importante para nós alagoanos foi o Maceió Music Festival, o MMF. Em que vários amigos músicos de bandas que sustentam a escassa vida cultural desse estado foram convidados a tocar apenas pela divulgação, ou seja de graça, enquanto os produtores gastaram uma grana com bandas de nome nacional, e tiveram a oportunidade de contratar bandas internacionais para o evento, enquanto os pobres mortais locais, ou isso ou nada! Não vou nem falar do acidente algo que ao meu ver foi apenas uma fatalidade, obra do acaso. 

No Revellion do Rio de Janeiro o Latino, que não gosto da música que faz, mas respeito o trabalho que desenvolve, foi expulso do palco. palco no qual estava gravando um DVD e ainda faltavam 4 faixas, para que o Dj David Guetta fizesse o show. Pois o Dj francês não admitia entrar atrazado em seu show... de quem é a culpa? Dos produtores, que podiam ter gerenciado a crise de outra forma se fossem mais organizados.

em escala bem menos teve o que aconteceu comigo dia 29 de dezembro. Eu fui com minha noiva e mais dois tios ao show do Monobloco, em Maceió, na Vox Room, o show que acontecia numa quinta-feira, estava marcado para 22h e começou apenas a 0h. A banda de abertura, a quem não vou julgar competência, foi prejudicada pelo som, e eu e as pessoas que foram comigo prejudicados pelo horário, por as 03h da manhã fomos embora e não vimos o Monobloco!

No entanto como local eu digo, respeitem os músicos alagoanos, brasileiros ou de onde quer que venham! A ideia dos festivais é a confraternização de grupos e pessoas, mas os do ano passado só serviram pra mostrar a falta de educação dos visitantes, e a ganancia dos que deviam promover a cultura nacional, com verdadeiras demonstrações de desrespeito ao público!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

15 Anos! Com J. Quest e sem Renato Russo

Mila Maluhy/TV Globo/G1

Talvez ele tenha sido o maior poeta de sua geração, e caso estivesse vivo o maior poeta brasileiro da atualidade. Esse era Renato Russo. Grande poeta, interprete visceral, ser humano tímido e ao mesmo tempo envolto em grandes polêmicas.

Mas o que Renato Russo em J. Quest tem em comum? Afinal de contas nem eram contemporâneos, nem da mesma cidade, já que a Legião Urbana era de Brasília e o J. Quest de Minas. Bem, o tempo! Isso mesmo, o tempo.

O J. Quest nasceu no mesmo ano em que Russo foi vítima da Aids. Mas é só isso? Não. No próximo sábado, 15 de outubro, o J. Quest chega a Maceió com sua turnê “15 anos na moral”, e com eles os integrantes da Legião (sim integrantes já que o fim da banda nunca foi anunciado), Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá.

No repertório o público espera além dos grandes sucessos do J. Quest, a oportunidade de presenciar clássicos da Legião Urbana, executados num clima de Jam Session mas com a certeza de ter na batera o acertado arranjo de Banfá e Dado.

É esperar pra crer, ver e ouvir. E não perder a oportunidade de ver um encontro como esse em solo Alagoano. É o paraíso das águas definitivamente no roteiro de grandes apresentações musicais nacionais, assim espero. 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Do rock alternativo ao Brega!


Foi nesse inusitado caminho que a banda Los Borracho Enamorados alcançõu o reconhecimento e o sucesso. A tragetória da banda, que já tem mais de 10 anos de estrada, se confunde com a música marginalizada do país, não a música ruim, mas a música que a mídia insiste em dizer que não é popular, e por isso não é tocada na rádio. Abaixo vocês conferem uma entrevista com muito bom humor e muita humildade de um dos músicos da banda que tem mais de 1.000.000, isso mesmo 1 milhão, de acesso no you tube.

A banda Los Borrachos Enamorados vem de uma banda da cena alternativa de Maceió, a Mr. Freeze, o que essa trajetória agregou ao trabalho de vocês?

Negro Castro: Na Mr.Freeze tivemos a oportunidade de ganhar experiência de palco, fizemos muitos shows dentro e fora do estado, muitas amizades foram feitas nesse período também, e o mais importante é que indiretamente a banda também é uma das nossas influências, afinal, a Los Borrachos não é um projeto fechado, tudo de ruim a gente pode absorver para banda que vira graça. Rsrsrs...
Partir por brega foi uma jogada de marketing?

Negro Castro: Não. Foi uma jogada de sorte, uma tremenda “Cagada”. Tocávamos brega por diversão, e foi nessa diversão que as pessoas começaram a se interessar pelo projeto, até chegar o momento do nosso atual produtor nos fazer o convite para nos dedicarmos inteiramente ao brega, foi onde surgiram algumas mudanças inclusive do nome da banda. 
De Boy Nascimento é o vocalista perfeito para o brega?

Negro Castro: Quase perfeito, tirando o probleminha de tempo e as desafinações no resto ele é bom. Rsrsrs... Estou de onda! Diria que sim, ele é o vocalista perfeito para banda, pois gosta realmente de brega, canta muito bem, tem uma grande presença de palco e o mais importante, é um grande amigo, na Los Borrachos a amizade faz 80% do Show.

Por que Los Borrachos Enamorados?

Negro Castro: Idéia da esposa do produtor. Queríamos um nome que tivesse relação com bebida e ela teve essa “brilhante” idéia, Los Borrachos Enamorados em português significa “Os Bêbados Apaixonados”.

No brega e no Rock, quais são a influências de vocês?

Negro Castro: Cara, poderia passar uma tarde toda aqui falando das músicas que cada um dos integrantes gosta, somos todos muito ecléticos. Será que eu respondo sua pergunta dizendo os DVDS que assistimos na ultima viagem? Vou ariscar, nos vimos: Adelino Nascimento, Zé Ramalho (Cantando Raul), Banda Eva (Lugar da Alegria) e a Prévia do nosso DVD gravado em Aracaju que vai ser lançado final desse mês.
Tive a oportunidade de assistir um show de vocês no orákulo e tive a impressão que é uma grande festa... É isso mesmo? Vocês se divertem mais do que trabalham?

Negro Castro: Por traz de toda a brincadeira que você viu tem um trabalho sendo realizado. Acho que a diferença é que fazemos tudo com coração e entre amigos, e o público vai aos nossos shows querendo isso mesmo, diversão, bagunça, liberdade para gritar “Eu Sou corno” rsrsrsrs... Se tocássemos todos sérios não estaríamos sendo naturais.
A banda tem utilizado mídias alternativas para divulgar o trabalho, como a internet, aonde o vídeo "Vou sim, quero sim, posso sim, minha mulher não manda em mim", já passou de um milhão e 50 mil acessos, vocês esperavam toda essa repercussão?

Negro Castro: A Los Borrachos é uma banda independente, tudo que conquistamos foi através de muito trabalho, e grande parte com ajuda dos meios de divulgação gratuitos, que sem sombra de dúvidas são a porta de saída para os artistas que não tem grana mostrarem seu trabalho para um número maior de pessoas. Quanto ao clipe de “Vou sim”, gravamos totalmente sem pretensões junto com o pessoal do Maceió 40 Graus. No dia que colocamos o vídeo no ar tivemos mais de 20 mil exibições (Com isso fomos à página inicial do Youtube) daí pra frente não tivemos mais controle, só crescia o número de visualizações, passamos até no programa do GUGU, estamos curtindo ainda o sucesso dele, gente de todo Brasil nos liga parabenizando, foi um divisor da nossa curta carreira, não esperávamos que fosse tão longe.
A que vocês atribuem esse sucesso todo?
Negro Castro: Trabalhar com amor, sinceridade, não querer passar por cima de ninguém.
Falando um pouco do equipamento, as guitarras e violões que eram usados na banda anterior ainda são usados na Los Borrachos? Quais são?
Negro Castro: Tanto eu, quanto o guitarrista continuamos com os mesmos equipamentos usados na banda anterior, mas tivemos que adquirir mais instrumentos, pois na correria (Chegamos a fazer quatro shows em um dia) temos que ter equipamentos reservas.

Guitarra usa: Tagima Hand Made Tg-635 Head Invertido
Fender Strato Americana

Violão usa: Tagima Twelve Tuner 12 Cordas
Condor Midi Plus


Vocês já têm contrato com alguma gravadora?

Negro Castro: Não, trabalhamos totalmente independentes.

Mas já receberam alguma ligação com uma proposta de contrato?

Negro Castro: Até o momento não.

E convite para sair do estado? No site de vocês já há alguns shows agendados para o estado de Sergipe?

Negro Castro: Em Sergipe estamos bem consolidados, fazemos no mínimo dois shows por mês. Já tocamos em Pernambuco, e temos convites de outros estados, mas por enquanto estamos cumprindo a agenda que já está fechada até março desse ano. Estamos planejando uma pequena turnê, se tudo der certo esse ano ainda muitos estados vão conhecer a pior coisa ruim do mundo.

No show que assisti vocês apresentaram uma nova pegada para o carnaval. Vocês vão criar o Brega Elétrico?

Negro Castro: Já criamos. Quem quiser pode nos chamar para puxar bloco que vai ser show de bola.

Qual o recado que vocês deixam para o público ou para os outros músicos que vão ler a entrevista?

Negro Castro: Toquem com o coração que um dia seu trabalho irá ser recompensado, se estiverem na dúvida se gostam mesmo de tocar procurem uma faculdade e estudem bastante. Rsrsrsrs...

confiram o site da banda onde o CD está disponível: http://www.bandalosborrachos.com/
veja também o vídeo com mais de 1 milhão de acessos no link: http://www.youtube.com/watch?v=QS3G_ErpFqY

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Projeto Afina Alagoas

A música alagoana em destaque
Projeto visa fomentar, debater e incentivar a profissionalização da produção musical local

fonte: assessoria

Debater, promover e incentivar a profissionalização da produção musical alagoana. Essa é a proposta do “Afina Alagoas”, novo projeto do Instituto Zumbi dos Palmares, através do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em parceria com a Cooperativa da Música de Alagoas e Sebrae.

O pontapé inicial acontece na próxima quinta -feira, 28/10 às 20 horas, com a palestra "Música Ltda - como transformar sua banda em uma microempresa", baseada em livro homônimo do produtor musical Leonardo Salazar. Evento acontece no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, do IZP. Na obra, Salazar revela que geralmente o músico é quem menos ganha dinheiro com a música. Para superar isso, diz, o músico precisa não só ensaiar e tocar, mas “aprender a tocar o negócio”.

A palestra será ministrado pelo próprio autor e desenvolve conhecimentos que permitem entender a cadeia produtiva da música na atualidade, formalizar o empreendimento musical, buscar fontes alternativas de financiamento e elaborar plano de negócios. A palestra tem como objetivo estimular o desenvolvimento do músico alagoano enquanto empreendedor.

Como parte das ações do projeto, em novembro e dezembro acontecerão debates e palestras sobre cenografia, luz, som e roteiro, que são os aspectos envolvidos na construção de um espetáculo musical.

Fechando esta edição inaugural do projeto Afina Alagoas, também será oferecido ao público, através da Rádio Educativa FM, um dia inteiro de programação musical com composições de artistas alagoanos. Além de gravação de especial ao vivo do programa Vida de Artista, diretamente do Linda Mascarenhas, que será exibido em seguida na TV Educativa. As datas serão divulgadas oportunamente.

Palestrante

Leonardo Salazar é jornalista pela UFPE e especialista em Gestão de Negócios (FCAP/UPE). Trabalha com o negócio da música desde dezembro de 2001. Foi assessor de imprensa, assistente de produção, empresário, agente, produtor de artistas, promotor de shows, tour manager no Brasil e em alguns países da Europa, produtor fonográfico e sócio-administrador da própria microempresa de produção cultural.

Salazar já participou de aproximadamente 213 eventos musicais, em 68 casas de show e 35 festivais, passando por 34 cidades de cinco países e dois continentes. Elaborou projetos culturais e captou recursos diretamente com empresas e governos. Ministrou cursos, oficinas e palestras a convite do Ministério da Cultura, da Fundarpe e da Prefeitura de Recife. Também foi professor das disciplinas "Empreendedorismo" e "Elaboração de projetos culturais", do curso de Produção Fonográfica da faculdade AESO, e palestrante da Feira Música Brasil 2009.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tagima Twelve Tuner - melhor que os chineses dos outros!


Que a China é a fábrica do mundo, acho que o mundo todo já sabia! Mas músicos brasileiros ainda são preconceituosos em relação ao que esta sendo feito dentro da grande muralha. Principalmente se esses produtos são ligados a empresas brasileiras, como a Giannini, Condor, Tagima...

Seguindo uma tendência de mercado adotada por todo o mundo, as fábricas brasileiras também terceirizaram sua linha de produção, e após a enxurrada de produtos de qualidade sofrível e de extremo mau gosto, agora chegou a hora dos bons produtos chineses reverterem essa impressão.

Com a adoção da linha Acoustic da Tagima, e com a linha Signature, a Tagima aqueceu o mercado nacional de violões e mostrou que a qualidade sempre associada aos violões brasileiros tinha que ser levada em consideração mesmo em produtos acessíveis. Colocando nossa empresas no mesmo patamar de grandes marcas internacionais, como a Epiphonne, Takamine, Yamaha entre outras.

O Tagima Twelve Tunner, por exemplo, é um violão de 12 cordas de uma empresa nacional com qualidade comparável as melhores marcas do mercado custando a metade do preço. Construído com tampo laminado de Spruce, faixas e fundo laminado em Mogno e braço também em Mogno, conta com cavalete e escala em Rosewood, que nada mais é que Jacarandá indiano, com qualidades sonoras comparáveis ao nosso Jacarandá da Bahia. Isso só já coloca nosso conterrâneo importado ao lado de outros chineses importados, pois a mesma configuração de madeiras é encontrada na maioria dos violões de grandes marcas.

Quanto aos ajustes, o Nut estava bem cortado e bem ajustado, mas como no modelo assinatura Juninho Afram, também da Tagima, minha única ressalva é a altura do cavalete, muito alto, tornando-o duro de tocar. Levei-o a um Luthier de confiança, que identificou ser necessário não só um ajuste no rastilho, mas também um ajuste na altura do cavalete, rebaixando-o em quase 2 mm, pode até parecer pouco, mas quando falamos de violão é o suficiente para evitar lesões e ematomas, causados por cordas de violões, quem já tocou com violão de ação alta além do necessário sabe disso. Após o ajuste o violão ficou macio e foi encordoado com cordas .010, o que o deixou extremamente confortável para um 12 cordas.

As tarraxas, são simples e blindadas, mas seguram bem a afinação, e em um 12 cordas isso é muito importante, já que o tempo que se perde afinando o instrumento é duas vezes maior que em um violão comum, em manter as cordas afinadas é uma necessidade básica. O tensor do braço é outro ponto de destaque, pois mesmo com cordas mais pesadas o braço se manteve reto, mantendo a ação desejada no ajuste.

Equipado com um sistema Tagima TEQ-7, também de origem Chines, o violão foi plugado em uma caixa multiuso, dessas com entradas pra violão, teclado e voz. E produziu um som forte, com graves altos e agudos brilhantes,mesmo estando na posição Flat. Ajustes de equalização, mesmo sendo mínimos, são significativos no resultado do timbre, mostrando o sistema confiável e honesto. Além do controle de volume, conta com as bandas de equalização comum a todos os violões, Graves, Médios, Agudos e Presença, além de um eficiente afinador integrado. Uma pena o afinador não ter um sistema de iluminação para ser usado a noite nos palcos ou em locais escuros.

Plagiando aquela propaganda de televisão, “os nossos chineses são melhores que os chineses dos outros!” e isso fica provado ao comparar. Os instrumentos importados ficam pelo menos pelo dobro do preço do Twelve. E com a grana que sobra dá pra comprar um bom case, um cabo, um tampão antimicrofonia, algumas palhetas, e cordas reservas para deixá-lo pronto para qualquer situação.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

D'addario EXP! uma experiência de durabilidade!

Após alguns meses de afastamento por estar trabalhando para um candidato nas Eleições 2010, estou de volta ao meu ofício no blog. De antemão peço desculpa aos internautas, pois sei que a ausência é algo ruim para um blog, mas foi uma questão de sobrevivência, a final de contas é preciso comer para poder escrever este blog.

Como disse no último post ainda na primeira metade do ano, recebi da D'addario um encordoamento da Linha EXP, que possui um revestimento para combater a corrosão causada pelo suor e pela ação do tempo, no calibre ,010. Como tava no embate da eleição, fiquei sem tempo hábil para fazer o teste, então passei o encordoamento a Gilberto Filho, musico da noite alagoana que toca todas as noites, menos na segunda, e ainda é guitarrista na banda do pai dele.

As cordas foram instaladas no híbrido de violão e guitarra da Crafter com um captador modelo P-90 da Kent Amstrong no braço, e um de rastilho na ponte. Segundo Gilberto a tensão ,010 gerou um desconforto pra ele já que costumeiramente ele usa ,011 no instrumento, mas que o timbre e a qualidade do material é muito boa. O encordoamento que ele usa normalmente é o D'addario XL, e ele o troca a cada 15 dias, com o EXP as cordas permaneceram no violão por quase 3 meses, sem perder o brilho do acabamento e mantendo o timbre estável. Vale lembrar a maneira que gilberto cuida do violão após o uso: ele apenas passa uma flanela seca nas cordas e o guarda do case.

Isso quer dizer que as cordas cumprem até mais do que prometem! aos que sentiram falta de detalhes sobre os timbres... não há diferênça significativa entre o EXP e o XL!

em uma escala de 0 a 10 eu daria 11 a esse encordoamento. Só faço uma única ressalva, uma reposicionada nos preços tornariam esse encordoamento imbatível. "Eu usaria esse encordoamento sem problemas mas com o preço dele eu compro dois XL, e como toco na noite ter cordas reservas é uma necessidade." afirmou Gilberto Filho ao me passar o relatório do teste!